Abismo salarial entre governadores do Brasil atinge R$ 24,7 mil
Dados dos Portais de Transparência revelam disparidade nos vencimentos dos chefes do Executivo, com valores que variam de Sergipe ao Rio Grande do Norte.
O Brasil registra uma disparidade acentuada nas remunerações dos chefes do Executivo estadual, com uma diferença que alcança R$ 24,7 mil mensais entre os estados com maior e menor pagamento para a função. A análise, fundamentada em dados públicos extraídos dos Portais de Transparência, foi consolidada em 03/10/2026 para mapear como as unidades da federação estruturam seus subsídios dentro dos limites constitucionais.
Enquanto o cargo em Sergipe é remunerado no teto do funcionalismo público federal, no Rio Grande do Norte a remuneração não atinge a metade desse patamar. A legislação vigente impõe que os vencimentos estaduais não ultrapassem o teto constitucional, fixado atualmente em R$ 46.366,19.
Os extremos e os maiores salários
No topo da lista, Fábio Mitidieri (PSD), governador de Sergipe, percebe a remuneração máxima de R$ 46.366,19. Em seguida, figuram as remunerações de Mailza Assis (PP), no Acre, com R$ 42,6 mil, e de Mateus Simões (PSD), em Minas Gerais, com R$ 41,8 mil. Na outra extremidade do levantamento, Fátima, Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte, recebe o menor valor bruto entre os chefes estaduais: R$ 21.914,76.
Exceções na folha de pagamento
O levantamento identifica que, em três estados, os chefes do Executivo não recebem o subsídio padrão do cargo, optando por manter vencimentos de suas carreiras de origem, conforme permite a legislação:
- Pernambuco: Raquel Lyra (PSD) optou pela remuneração como procuradora do Estado, superando R$ 50 mil brutos.
- Rio de Janeiro: Ricardo Couto consta no portal do Tribunal de Justiça (TJRJ) como desembargador, com créditos de R$ 91,8 mil.
- Pará: Hana Ghassan (MDB) renunciou ao subsídio do cargo e recebe sua aposentadoria como auditora fiscal, no limite do teto constitucional de R$ 46.366,19.

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