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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Fátima Bezerra vincula disputa pelo Senado no RN ao cenário nacional

Governadora defende candidaturas de Samanda e Rafael Motta como pilares para a sustentação política do projeto de Luiz Inácio Lula da Silva no País.

Governadora Fátima Bezerra em evento público
Fátima Bezerra reforça alianças políticas durante pleito no RN · Foto: Alexandre Lado

A governadora Fátima Bezerra (PT) estabeleceu uma conexão direta entre a disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado e o confronto ideológico nacional, ao declarar seu posicionamento neste domingo, 04/10/2026. A mandatária defendeu que a escolha dos novos senadores é fundamental para garantir a governabilidade e o suporte legislativo a um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao analisar o pleito que renova dois terços da Casa, a chefe do Executivo estadual reforçou seu apoio às candidaturas de Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT). O movimento busca alinhar o voto potiguar ao projeto político encabeçado pelo atual presidente, contrapondo diretamente as forças da direita associadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante entrevista concedida neste domingo, 04/10/2026, a gestora destacou que o Senado possui um papel estratégico na organização da República Federativa do Brasil. Para a governadora, a preservação da democracia e a defesa da soberania dependem não apenas do resultado presidencial, mas de uma correlação de forças favorável no Congresso Nacional.

Fátima Bezerra manifestou otimismo quanto às chances de seus aliados, citando o cenário de disputa aberta apontado por pesquisas. A governadora enfatizou sua rejeição ao grupo que denomina como extrema direita, declarando acreditar que o eleitor brasileiro não permitirá o retorno do bolsonarismo ao comando do País.

A eleição deste ano ganha contornos decisivos, uma vez que 54 das 81 cadeiras do Senado estão em disputa. No Rio Grande do Norte, o eleitorado exerce seu direito ao voto para definir quem ocupará dois assentos pelos próximos oito anos, consolidando a representação do estado no cenário político federal.

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