Flávio Bolsonaro enfrenta investigações e busca aliados antes do 2º turno
O candidato do PL disputa a presidência com Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 25/10/2026, sob o peso de inquéritos no STF e novas alianças políticas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chega ao segundo turno da eleição presidencial com uma candidatura que, após meses de incertezas, consolidou apoio e agora tenta transpor barreiras jurídicas e políticas. A disputa, que culmina neste domingo, 25/10/2026, coloca em confronto o projeto de retorno da família Bolsonaro ao poder e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, realizado em 4 de outubro de 2026, Flávio obteve 56,1 milhões de votos, garantindo 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 45,16%. A margem de 2,2 milhões de votos reflete uma disputa acirrada, com o cenário atual consolidado nas pesquisas Datafolha e Quaest de 24 de outubro de 2026, que apontam um empate técnico em 51% a 49%. O momento político é marcado por um duplo desafio: a busca pela governabilidade no Congresso e a gestão de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio tem sinalizado que, se eleito, pretende usar a maioria parlamentar recém-formada por partidos como Progressistas (PP), União Brasil e Republicanos para promover alterações na Constituição e reconfigurar a relação com o Poder Judiciário. Contudo, a trajetória do candidato é acompanhada por investigações. Além da apuração sobre o financiamento do filme Dark Horse, o senador responde a um inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. O candidato nega qualquer irregularidade e defende a lisura de suas atividades financeiras. A estratégia de campanha passou por uma transição após o primeiro turno. O candidato buscou ampliar sua base, distanciando-se temporariamente da radicalização pura e tentando dialogar com setores que antes mantinham distância. A relação com Michelle Bolsonaro foi recomposta, e a influência de nomes como Tarcísio de Freitas foi essencial para consolidar o apoio em colégios eleitorais estratégicos. O futuro do STF é um dos pilares centrais deste embate eleitoral. Com três vagas de ministros previstas para vacância até o fim do próximo mandato — ocupadas atualmente por Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes —, o próximo presidente terá o poder de moldar a Corte. Flávio aposta que a composição do Senado, agora com maioria alinhada às suas propostas, garantirá o aval necessário para que o próximo governo nomeie magistrados com perfil conservador.

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