Fluminense aponta risco de desemprego no setor com restrição às bets
Matheus Reis e Montenegro defende que impacto financeiro da medida provisória pode desestabilizar clubes e gerar demissões em massa no país.
O presidente do Fluminense Football Club, Matheus Reis e Montenegro, apresentou argumentos contrários às restrições imediatas aos patrocínios de apostas on-line em audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), em 03 de novembro de 2026. A manifestação ocorreu diante da tramitação de medidas que visam limitar a publicidade desse setor, motivada pela preocupação com o endividamento das famílias brasileiras.
Embora reconheça os danos sociais causados pelo vício em jogos, o dirigente ponderou que a interrupção abrupta dessas receitas ameaça a manutenção de empregos na cadeia produtiva do esporte. Para Matheus Reis e Montenegro, o cenário de vulnerabilidade econômica das famílias não deve ser sobreposto ao drama social causado pelo desemprego de profissionais que dependem da sobrevivência financeira das agremiações esportivas.
Durante a sessão realizada em 03 de novembro de 2026, foi detalhado que os clubes brasileiros possuem fontes de receita vulneráveis a essa alteração regulatória, como direitos de transmissão e patrocínios. Segundo o representante, a venda de jogadores permanece como a única fonte de recursos intocada pela medida. O impacto projetado para o Fluminense, em um contexto de receita recorrente de até R$ 700 milhões, seria uma perda de R$ 200 milhões.
A gestão do clube criticou a celeridade imposta pelo governo, que estipulou um prazo de 10 dias para a restrição publicitária. O dirigente comparou a situação do Brasil com modelos adotados na Europa, onde períodos de transição levaram meses, e alertou que a busca simultânea de 14 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro por novos parceiros comerciais resultaria na desvalorização drástica do mercado de patrocínios.

Comentários (0)
Deixe seu comentário