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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Política

Janja entrega ao STF relatório sobre impactos das Bets na vida das mulheres

Estudo aponta que 54% das brasileiras sofrem efeitos diretos ou indiretos das apostas; primeira-dama defende proibição das plataformas.

Janja Lula da Silva entregando relatório ao ministro Luiz Fux no STF.
Janja entrega o relatório Mulheres & Bets ao ministro Luiz Fux, acompanhada por Paula Lavigne e Mariana Ribeiro (crédito: Rosinei Coutinho/STF).

A primeira-dama Janja Lula da Silva apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 03/11/2026, um relatório detalhado sobre os danos causados pelas apostas online à estrutura familiar e à dignidade das brasileiras. A entrega do estudo Mulheres & Bets ao ministro Luiz Fux, realizada ao lado da produtora cultural Paula Lavigne e de Mariana Ribeiro, cofundadora do Estúdio Clarice, ocorre em um momento decisivo em que a Corte debate a legalidade e a permanência dessas plataformas no Brasil.

O documento, desenvolvido pelo Estúdio Clarice em parceria com a Estratégia Latina e o Instituto de Pesquisa IDEIA, revela que o prejuízo vai muito além do jogador individual. As consequências atingem a estabilidade financeira e emocional de lares inteiros. Segundo a pesquisa, 42% das brasileiras já acessaram apostas, sendo que 72% das que mantêm o hábito são mães. O levantamento, conduzido entre junho e julho de 2026, destaca que mulheres com filhos apostam 1,6 vez mais do que as que não possuem dependentes.

O impacto econômico é um dos pontos mais críticos. O estudo aponta que 12,9% das apostadoras recorreram ao cartão de crédito ou cheque especial, enquanto 4,3% chegaram a deixar de comprar comida para alimentar o ciclo de apostas. A pesquisa ainda ressalta que 54% das mulheres brasileiras sentem efeitos diretos ou indiretos dessa prática, seja por participação própria ou pela dependência de parentes próximos.

A falta de informação sobre mecanismos de proteção, como o Sistema de Autoexclusão, atinge 74% das mulheres, evidenciando uma falha na comunicação das plataformas sobre os riscos. Diante deste cenário, 62% das entrevistadas defendem a proibição total das casas de apostas, reforçando a posição defendida por Janja de que a proteção às famílias deve ser prioridade nacional.

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