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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Indefinição eleitoral marca o cenário para deputado no RN às vésperas da votação

Pesquisa Metadata/Grupo Dial indica que quatro em cada dez eleitores ainda não definiram seus representantes na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

Fachada do Congresso Nacional, Brasília
Congresso Nacional. Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados · Foto: Zeca Ribeiro \/ Câmara dos Deputados

Uma parcela significativa do eleitorado potiguar chega à véspera do pleito sem uma escolha consolidada para o Legislativo, cenário revelado pela última pesquisa Metadata/Grupo Dial realizada em 03/10/2026. Os dados apontam que 40,2% dos entrevistados não mencionaram nomes para deputado federal ou estadual, um índice que reflete o distanciamento do cidadão em relação às disputas proporcionais.

A pesquisa, que utilizou o método de consulta espontânea, destaca um alto grau de incerteza: 47,4% não souberam ou não responderam sobre a escolha para a Câmara dos Deputados, enquanto 45,6% não indicaram preferência para a Assembleia Legislativa. O fenômeno da pulverização de votos também é evidente, com 76 nomes citados para a disputa federal e 109 para a estadual.

Entre os nomes mencionados na Câmara dos Deputados estão Natália Bonavides (4,8%), Nina (4,3%), Benes Leocádio (3,6%) e Cabo Deyvison (3,4%). Já para a Assembleia Legislativa, os destaques nas menções espontâneas incluem Kleber Rodrigues (2,7%), Nelter Queiroz (2,4%) e Julio Cesar (2,3%).

A falta de definição é ainda mais acentuada entre o eleitorado jovem. Entre os entrevistados de até 24 anos, 60,6% não souberam apontar um representante para a Assembleia Legislativa e 56,4% para a Câmara dos Deputados. Além disso, apenas 24% dos eleitores conseguiram citar candidatos em todas as esferas disputadas, o que evidencia o impacto da falta de engajamento na construção da cidadania e na escolha de representantes que impactarão diretamente o futuro do RN.

É importante ressaltar que os números não representam uma projeção final de votos, já que a eleição proporcional segue critérios complexos de distribuição de vagas e votação partidária. A margem de erro e a natureza espontânea da pesquisa reforçam que o resultado final depende, essencialmente, da decisão soberana de cada eleitor no dia 04/10/2026.

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