PL articula candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado
Oposição projeta lançar nome próprio para o comando da Casa em fevereiro de 2027, apesar das costuras políticas lideradas por Davi Alcolumbre.
O PL deve oficializar na próxima quarta-feira, 04/11/2026, o nome de Rogério Marinho (RN) como postulante à presidência do Senado para o biênio 2027-2029. A decisão, que consolida a oposição ao projeto de reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), reflete a busca da legenda por protagonismo institucional, mesmo diante da complexa articulação do atual presidente da Casa, que busca votos em diversas siglas.
Para conquistar o comando do Senado, o vitorioso precisará angariar a maioria absoluta dos votos, totalizando 41 dos 80 parlamentares. A manobra de Davi Alcolumbre visa não apenas garantir sua recondução ao posto, mas também arrefecer tensões em torno de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), tema sensível que atravessa as negociações nos bastidores.
Interlocutores do PL ponderam, contudo, os riscos de uma candidatura isolada. Existe o receio de que o desgaste político de um eventual revés, como o ocorrido em 2023 na disputa contra Rodrigo Pacheco, comprometa a ocupação de comissões estratégicas pelo partido. Internamente, a ala moderada da legenda defende que um acordo prévio com Davi Alcolumbre seria mais eficaz do que a radicalização da disputa pela Mesa.
A situação é agravada pelo cenário político da oposição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também mantém a intenção de concorrer ao cargo, buscando ser a primeira mulher a presidir a instituição. Além disso, a recente carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que gerou ruídos ao se autodeclarar "presidente eleito", é vista por parte da base como um fator de enfraquecimento para a candidatura de Rogério Marinho.
Enquanto o PL desenha sua estratégia para a próxima semana, a equipe de Davi Alcolumbre monitora a fragmentação dos oposicionistas. O presidente do Senado mantém o discurso de pacificação, evitando comentar diretamente as investidas do partido, enquanto busca dialogar com diversas alas, incluindo quadros como Guilherme Derrite (PP-SP) e Carol de Toni (PL-SC), além de figuras de influência como Michelle Bolsonaro (PL), que atualmente apoia o nome de Tereza Cristina.

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