Rogério Marinho e Tereza Cristina articulam consenso na disputa pela Presidência do Senado
Os senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina decidiram não concorrer entre si para evitar a fragmentação do campo político contra Davi Alcolumbre.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) consolidou um entendimento estratégico com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para evitar uma disputa interna pela Presidência do Senado Federal. A decisão, revelada nesta terça-feira, 03/11/2026, visa unificar a oposição em torno de um nome único para o comando da Casa, visando o fortalecimento do grupo frente à gestão de Davi Alcolumbre (União-AP).
A unidade da oposição é vista como um movimento decisivo para a representatividade dos eleitores de direita no Congresso. O descontentamento atual decorre da percepção de que pautas prioritárias, como a análise de pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não prosperaram sob a atual administração. A aliança busca agora uma alternativa capaz de dialogar tanto com o bolsonarismo, representado por Rogério Marinho, quanto com setores do agronegócio e do centro, onde Tereza Cristina exerce forte influência.
O controle do Senado Federal é estratégico, influenciando diretamente desde a pauta de votações até a tramitação de indicações para tribunais superiores e cargos do Executivo federal. Para os congressistas, a conquista deste posto representa o peso real de sua bancada diante do governo Lula.
PEC da Segurança Pública
Além da sucessão, Rogério Marinho confirmou nesta terça-feira, 03/11/2026, que o PL manterá o destaque para a votação em separado da emenda que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos em crimes gerais e 14 anos em delitos hediondos. O debate ocorre no bojo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que o Plenário deve deliberar ainda hoje. O parlamentar reiterou que, embora defenda o destaque, a bancada apoiará a PEC independentemente do resultado da emenda.
Sobre as articulações na Câmara a respeito da mudança para o voto distrital misto, Rogério Marinho pontuou que o PL se opõe ao modelo atual proposto, defendendo que o sistema partidário brasileiro necessita de mudanças prévias antes de adotar listas que possam reduzir a representatividade democrática.

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