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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Policial militar é preso em flagrante por destruir provas em Mossoró

Agente tentou inutilizar celular durante cumprimento de mandado da Operação Falso Sentinela, em Mossoró.

Equipes da Polícia Civil realizam operação em Mossoró contra organização criminosa
Mandados foram cumpridos em Mossoró durante a Operação Falso Sentinela — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu em flagrante um policial militar sob suspeita de tentar ocultar elementos probatórios durante uma diligência realizada em 01 de outubro de 2026, em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte. A medida foi executada no âmbito da Operação Falso Sentinela, que investiga a atuação de uma organização criminosa, visando desmantelar redes de atividades ilícitas e assegurar a integridade das provas necessárias para o curso das investigações.

O episódio ocorreu no momento em que as equipes cumpriam um dos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Ao retardar propositalmente o acesso dos policiais ao imóvel, o investigado buscou ganhar tempo para destruir um aparelho celular, que foi posteriormente localizado pela perícia já danificado. A conduta do agente compromete o dever de probidade esperado de um servidor público, gerando impactos diretos na lisura do processo de apuração criminal.

Além da tentativa de destruição de provas, a autoridade policial apreendeu uma pistola calibre .380 de origem ilícita, acompanhada de dois carregadores e 27 munições, itens que estavam sob a posse do suspeito. O homem foi autuado pelos crimes de embaraço à investigação de organização criminosa, posse ilegal de arma de fogo e receptação.

A Operação Falso Sentinela é um desdobramento de ações coordenadas entre as forças de segurança estaduais e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN). Até a manhã desta sexta-feira, 02/10/2026, a Polícia Militar do RN não havia se pronunciado oficialmente sobre o vínculo funcional do agente. Cabe ressaltar que a prisão é um ato de natureza cautelar, sendo garantido ao investigado o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o trâmite processual.

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